Controle Y



Bruno, o gay eleitor do Bolsonaro

Conheci o Bruno no aniversário de uma amiga, um dos colegas de trabalho dela. Imediatamente me identifiquei com ele, o mesmo tipo de humor, mesmo gosto musical, até que minha amiga chega e diz: “sabia que vocês iriam se dar bem, pena que ele vota no Bolsonaro, Y!” Meu. Mundo. Caiu. Um gay que vota no Bolsonaro?

Mentira, né? – perguntei, mas ele confirmou que era verdade. Para tentar descontrair o climão que ficou, falei: “como diria a Samira Close: bicha, a senhora tem carro mas eles quebram o carro e te enchem de porrada”.  Ele não gostou, fechou a cara e disse que estava votando contra o PT.

Se fosse em outro momento, eu ignoraria, mas algo dentro de mim foi falando mais e mais alto, até que disse:

Sabe Bruno, dia desses eu vi um casal de pais revezar o colo para segurar uma criança enquanto o outro fumava um cachimbo de crack. O que vai ser do futuro dessa criança? Quais são as reais chances dela? Como ela vai para a escola? A única chance dela é ir para um abrigo e torcer muito para ser adotada, caso contrário ela acabará na rua e aí ja sabemos.

E você sabe qual é a solução do Bolsonaro para essa criança, né? Matá-la. Simples assim.

Agora quero que você me responda: você aceitaria um governo em que essa criança morra, mas que você fique mais rico? Se aceitar, tudo bem, não vou julgar, você tá votando no candidato perfeito para você.

Ele ficou quieto, mas deixou claro a resposta dele…

Minha vontade era falar: “Porque você quer ser direita conservadora se é gay? Jamais será aceito por eles”, mas como meu pai me ensinou que é rude perguntar pra alguém porque ela é burra, preferi finalizar o assunto ali. Ele não falou comigo o resto da noite, mas espero ter plantado uma semente de reflexão nele.

 

Seguinte, caro leitor:

Homossexuais como o Bruno, que votam no Bolsonaro, buscam seguir um modelo gay que seja “mais aceito” pela sociedade. Daqueles que acham elogio ~não parecer gay~, sabe? Resultado do preconceito que essa pessoa recebeu a vida inteira. É foda julgar.

Bruno, não esqueça que não somos mais tão minoria assim – somos a maior parada gay do mundo – tem gay pra cacete no Brasil e nós lutaremos por você!

P.S.: Com os eleitores do Coiso, eu nem discuto mais toda a questão de homofobia do candidato (mesmo sobre homens estarem gritando em locais públicos que ‘o Bolsonaro vai matar viado’). Afinal, isso é uma das coisas que o tornou famoso, propagar o ódio e o preconceito – você acha que é justamente o que vai fazer ele perder votos?

Não é a primeira vez que enfrentamos preconceito, caro leitor. Sim, assusta ver tanta gente tão próxima revelar ter a mesma ~opnião~, mas o bem vence o mal e nós estamos do lado certo. Ele vai perder!

#elenão

 

Só para constar: CIRO, 12, CONFIRMA!

*** UPDATE: PT, nunca te critiquei!


Yoann, o gringo

Esta é minha primeira vez com um gringo.

Antes, meu sonho era pegar um gringo, eu uma verdadeira poc-caça-passaporte. Isso mudou depois que conheci o Yoann.

Não me levem a mal, gringos, mas me apaixono por vocês lá fora, aqui no solo tupiniquim, prefiro brasileiros.

Yoann era um francês lindo e charmoso que conheci no Hornet, houve aquele momento constrangedor em que ambos destravamos os cadeados e somente eu tinha nudes. Quem tem selfies no cadeado? Enfim, mesmo eu não sabendo como ele era pelado, nos encontramos no Igrejinha, um bar perto da minha casa e do hostel que ele estava.

Eu não sabia francês e o nosso inglês era bem ruim, mas foi bem divertido. Ele me mostrou uns memes brasileiros e eu expliquei a origem de cada um – “Santrelly is a dream destroyer. Her Dream is to destroy yours!” Quatro jarras de sangria depois – eu destruído e ele intacto – o bar estava para fechar e decidimos ir para minha casa.*

*Um detalhe importante, não rolou nenhum beijo, mas relevei porque gringo não é de beijar mesmo.

Fomos caminhando para minha casa, quando uma garota de programa fala para a gente em inglês: “do you guys wanna have some fun? 100 reais both of you!” Enquanto traduzia e montava a resposta na minha cabeça, senti foi um cheiro de sovaco abominável (não existe outra palavra para descrever aquilo). “Ela deve estar cobrando barato porque está com afofi”, pensei. Minutos depois, já no elevador do meu prédio, descobri que não era a profissional do sexo, era o Yoann!

Tenho ânsia de vômito muito fácil, por isso, toda lembrança nojenta que eu tiver, será seguida por um “Bhur”, caro leitor!

MEU. DEUS! Que cheiro horrível!!! Nunca senti algo parecido com aquela catinga. Carniça perdia para aquele fedor. Como eu sou uma pessoa preparada para situações adversas da vida, o que eu pensei? CHUVEIRO! Enquanto arquitetava o meu plano (montando a frase na minha cabeça), a bicha veio me beijar e percebi que o bafo era bem pior que o cheiro de suvaco “Bhur”. Um cheiro de… “Bhur” Dente do siso inflamado! “Bhurrr” A BICHA TINHA MASCADO UM BABALOO COCÔ! “Bhurrrrrrrrrrrrrrrr”

Sabe quando a garganta já dá aquele “estalo” tipo “destravei o caminho, mais alguma palhaçada e cê vomita, caralho”? Eu estava aflito!

“Eu não posso mandar ele embora, ele é muito lindo e legal“, era o que eu focava enquanto pegava um halls preto e passava da minha boca para a dele. Apesar da pegada ser boa, o odor ainda incomodava. Na terceira vez que insisti para irmos para o chuveiro, ele disse que não gostava. Percebi, Yoann, percebi…

Naquela altura, e já até havia me acostumado com o cheiro, mas quando ele tirou a cueca, simplesmente não dava.“Bhurrr” Era um cheiro de cu suado com xixi que puxei ele pro chuveiro imediatamente. O que meu inglês me permitiu entender era que ele só podia tomar banho com sabonete vegetal, porque ele era alérgico. Falei: Ok. I got it! Tradução: QUERIDO, minha mãe me deu um kit de sabonetes 100% vegetais há uns sete anos, tem semente e tudo, você VAI LAVAR ESSE CU E ESSE PINTO! Peguei um de maracujá.

Enquanto ele me beijava, eu só me concentrava em ensaboar toda a parte de baixo dele. Esfreguei inteiro. Missão cumprida! Até que ele pegou o sabonete e começou a me esfregar também. Quando ele pega o sabonete e começa a passar no meu cu, tentando lubrificar. As sementes estavam me esfolando, e quando eu fui tirar era tarde demais… Senti uma semente de maracujá entrar dentro de mim.

Falei: oh my god! Tradução = O QUE VOCÊ FEZ, YOANN? TÁ LOUCO? VOCÊ FAZ ESPUMA NA MÃO E LAVA A BUNDA, NÃO PASSA O SABONETE ESFOLIANTE DIRETO NO CU!

 

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Resumindo: não da para usar camisinha no chuveiro, então saímos e transamos na cama mesmo.

Ficou a lição: dando um jeito, sempre da certo, o importante é ambos se sentirem confortá… “Bhurrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr”

P.S.: Como não senti aquele cheiro antes? Acho que as velas da decoração do igrejinha não deixaram eu sentir o cheiro.

P.S.2: Digamos esse ~defeito~ do Yoann, era tipo um custo de IOF! Todo gringo tem.


Alexandre, o boy lixo

Alexandre é tão, mais tão lixo que nem merece uma ilustração – por isso fiz a Beyoncé.

Beyoncé Lemonade IllustrationEu odeio três coisas na vida

1. crianças usando tênis que viram patins andando pra lá e pra cá;

2. discutir sobre cantoras pop;

3. pessoas que no date ficam no celular o tempo todo.

Só faltou o Alexandre estar usando um tênis que vira patins, caro leitor.

Sabe aquele boy do Instagram que você é a fim mas acha ele “disputado” demais? E que a sua preguiça de entrar nessa disputa e parecer somente mais um nos milhares de seguidores dele – desesperados para marcar território nos comentários – é maior do que qualquer amor verdadeiro? Esse era o Alexandre.

Vez ou outra flertávamos por stories, mas nada além disso. Até que tudo mudou depois de um “faça uma pergunta para mim” dele, que eu, disposto a acabar com este impasse (e muito bêbado!) resolvi mandar: porque nunca transamos?

Após a resposta dele “não sei, bora mudar isso? ;)”, marcamos de sair.

Após chegar bem atrasado e não pedir desculpas, o Alexandre me mostrou morrendo de rir uma montagem que Madonna postou no Instagram da Beyoncé e Jay-Z no Louvre cheio de quadros da Madonna, com uma legenda tipo “aprendendo com a mestra”. Em seguida, ficou falando muito mal da Beyoncé enquanto enaltecia a Madonna à noite inteira.

Mesmo eu achando muito idiota comparar Madonna e Beyoncé, eu estava disposto a suportar aquilo por sexo. Achei que valeria a pena… Mal sabia eu.

Já na casa dele, Alexandre deixou claro que é era somente ativo. Á vontade, querido, pensei. Mas ele não deixava eu pegar no pau dele, nem chupar, nem nada. Entendi quando finalmente vi! O pau dele era beeem pequeno. Ok! O que importa é a performance, né? – pensei.

Tentamos umas três posições, mas só escapava. Entrou tanto ar no meu cu, que o próprio (cu) se irritou e decidiu acabar com aquilo. Fez o barulho igual o de uma bexiga soltando ar! Tipo CHEGA! TIRA ISSO DAQUI! TÁ INSUPORTÁVEL! O corpo fala, gente!

Depois de tudo, ainda ouvi que eu tinha uma bunda gorda. Embora eu quisesse dizer: “QUERIDO! É empinada e superelogiada, o seu pau que não consegue passar por ela!”, perguntei se foi bom pra ele.

“Acho tosco perguntar isso”, ele disse. “Não te interessa saber se gostei ou não? Um feedback!”, insisti.

“Ah, você gozou, né?” – ele retrucou.

No final de tudo, eu precisava dar um feedback, era o mínimo.

Virei para ele e disse três coisas:

1. Sabia que você pode ser muito fã da Madonna sem precisar falar mal da Beyoncé?

2. Pau pequeno não é sinônimo de sexo ruim e nem de ter que tratar a outra pessoa mal, o nome disso é insegurança. Acredito que você consiga satisfazer sim outra pessoa, é só se esforçar um pouco mais.

3. E por isso um feedback é necessário, Alexandre.

Ele me expulsou da casa dele, me bloqueou e nunca mais nos falamos.

TENHO UM BÔNUS PRA VOCÊ, ALEXANDRE:

4. GO BACK TO THE PAPELPOP WORLD WHERE YOU BELONG!

Ficou a lição: Você pode ter quantas exigências quiser e muitas vezes não vale a pena abrir mão delas por ninguém.


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